A delegação paralímpica brasileira de atletismo alcançou uma performance notável no Grand Prix de Rabat, Marrocos, finalizado no último sábado (23). Composta por 36 atletas, a equipe garantiu a primeira posição no quadro de medalhas, somando um total expressivo de 57 conquistas.
O desempenho incluiu 38 medalhas de ouro, 13 de prata e seis de bronze, consolidando o Brasil como uma força dominante na competição internacional.
No encerramento do evento, os atletas brasileiros adicionaram mais 13 pódios à sua contagem, com a conquista de nove ouros, duas pratas e um bronze apenas neste último dia de disputas.
Entre os momentos de maior brilho, a potiguar Thalita Simplício foi uma das atletas a subir ao degrau mais alto do pódio. Ela venceu a prova dos 400 metros na classe T11, destinada a competidores cegos, registrando o tempo de 1 minuto, 1 segundo e 47 centésimos.
“Gostei do resultado, para três meses de treino neste ano. Estou testando novas estratégias nos bastidores e na corrida”
A corredora expressou satisfação com seu resultado, destacando que o tempo foi alcançado após um período de apenas três meses de treinamento específico em 2026, durante o qual tem experimentado novas abordagens e estratégias para a corrida.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) utilizou suas redes sociais para celebrar a vitória da equipe, enfatizando a superação da China na disputa por medalhas.
“NO TOPO! Brasil volta a superar China e vence Grand Prix de atletismo no Marrocos! 🇲🇦🏆🔝
A equipe brasileira conquistou 57 medalhas na competição, sendo 38 ouros, 13 pratas e seis bronzes.
🇧🇷 Confira todos os resultados: https://t.co/2w6h6Ts9UJ@Caixa@loteriascaixa… pic.twitter.com/jx2ZDIwike”
A publicação do CPB, divulgada em 25 de abril de 2026, reiterou o total de 57 medalhas obtidas, com 38 de ouro, 13 de prata e seis de bronze, e mencionou os parceiros Caixa e Loterias Caixa.
Outro feito notável foi a vitória da capixaba Lorraine Aguiar nos 100 metros da classe T12, para atletas com baixa visão. Ela garantiu o ouro com o tempo de 57 segundos e 69 centésimos.
Na mesma prova, a chinesa Yingying Qiu ficou com a prata, registrando 1 minuto, 3 segundos e 49 centésimos, enquanto a uzbeque Khusniya Olimjonova conquistou o bronze com 1 minuto, 11 segundos e 89 centésimos.
“É uma prova para a qual não estou fazendo um treinamento específico e fiz minha segunda melhor marca da vida. Depois desse resultado, tenho mais confiança e sei que posso ainda mais”
A atleta brasileira comentou que, mesmo sem um treinamento direcionado especificamente para essa prova, alcançou sua segunda melhor marca pessoal, o que lhe proporcionou um aumento significativo de confiança para futuras competições.
O calendário de competições para a equipe brasileira inclui uma próxima etapa do Grand Prix em Nottwil, Suíça, agendada para o mês de maio. Para este evento, a seleção será formada por atletas que participam de provas em cadeira de rodas ou nas modalidades de petra.