LogoNotícias de Maceió

Mais de 24 mil indígenas são atendidos por programa federal de saúde

Ações de telemedicina, pré-natal e capacitação chegam a regiões isoladas do país

17/04/2026 às 01:13
Por: Redação

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), iniciativa do Ministério da Saúde, já realizou atendimento a mais de 24 mil indígenas em áreas remotas do território nacional.

 

Nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, foram executados diferentes tipos de serviço, entre os quais se destacam o acompanhamento pré-natal, atividades de capacitação voltadas para o setor de saneamento e a oferta de teleconsultorias.

 

O Proadi-SUS atua em colaboração com hospitais privados, que fornecem plataformas digitais permitindo a integração de médicos de Unidades Básicas de Saúde a centros de menor porte, localizados em regiões indígenas de difícil acesso.

 

Impacto em comunidades e ampliação dos serviços

Em estados das regiões Norte e Nordeste, os resultados do programa têm apresentado avanços expressivos. No estado de Alagoas e no Maranhão, 22 comunidades indígenas foram beneficiadas, com o registro de 256 teleconsultas e atendimento a 178 pessoas.

 

Essas ações ocorreram a partir da parceria estabelecida entre o programa federal e a Beneficência Portuguesa, instituição hospitalar sediada em São Paulo.

 

No caso da Paraíba e do Piauí, a rede hospitalar Hcor foi responsável pela realização de 822 teleconsultorias. O índice médio de resolução dos casos superou os 90%, o que resultou na redução de 747 encaminhamentos para outros níveis do sistema de atenção à saúde.

 

Na Região Norte, o Hospital Israelita Albert Einstein, por meio do projeto TeleAMEs, instalou três pontos de telessaúde em unidades indígenas do estado de Rondônia. As estruturas implantadas já proporcionaram atendimento a 315 indígenas pertencentes às etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga.

 

Resultados em saúde materno-infantil e prevenção

Na área Xavante, localizada no estado de Mato Grosso, o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), desenvolvido também pelo Einstein, propiciou avanços nos indicadores de saúde. A cobertura do rastreamento do câncer do colo do útero alcançou 76% das mulheres da região, enquanto o acompanhamento de gestantes ultrapassou o índice de 96%.

© Copyright 2025 - Notícias de Maceió - Todos os direitos reservados