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Polícia Federal prende Paulo Henrique Costa em nova etapa da Compliance Zero

Quarta fase da Operação Compliance Zero investiga crimes financeiros em transações entre BRB e Banco Master

16/04/2026 às 16:09
Por: Redação

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira, 16, a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. A medida faz parte de uma série de ações contra crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas a operações entre o BRB, um banco público, e o Banco Master.

 

Segundo informações divulgadas pela corporação, Paulo Henrique Costa é investigado por violar práticas de governança e favorecer acordos sem respaldo financeiro entre o BRB e o Banco Master. Outro alvo desta fase da operação é o advogado Daniel Monteiro, identificado pelas autoridades como responsável por administrar fundos criados para dificultar o rastreamento de recursos provenientes de crimes financeiros.

 

As ordens judiciais — incluindo dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão — foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Os mandados estão sendo cumpridos em endereços ligados aos investigados, localizados no Distrito Federal e em São Paulo.

 

A Operação Compliance Zero teve início em novembro de 2025, quando a Polícia Federal deflagrou sua primeira etapa. Na ocasião, Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, foi afastado do cargo por decisão judicial e acabou sendo demitido posteriormente.

 

No decorrer das investigações, em março deste ano, durante a terceira fase da operação, foi expedido mandado de prisão contra Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O Ministério Público e o Banco Central também acompanham os desdobramentos do caso, principalmente após tentativas controversas de aquisição do Banco Master pelo BRB.

 

Negócios entre BRB e Banco Master sob análise

 

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central rejeitou oficialmente a proposta de compra do Banco Master pelo BRB, decisão tomada depois de mais de cinco meses de análise técnica. O acordo de aquisição, anunciado em março do mesmo ano, já enfrentava críticas de agentes do mercado financeiro, que apontavam riscos no modelo de captação e questionavam a qualidade de parte dos ativos do Banco Master.

 

As investigações apontam que fundos utilizados para movimentação de recursos ilícitos foram estruturados de forma a dificultar a rastreabilidade. Daniel Monteiro, advogado investigado, seria o responsável pela administração desses fundos, conforme apuração da Polícia Federal.

 

Posicionamento do governo do Distrito Federal

 

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, manifestou-se sobre o caso por meio de nota oficial. Ela esclareceu que as ocorrências envolvendo Paulo Henrique Costa estão sendo avaliadas pelo Poder Judiciário, responsável pelas devidas apurações e julgamentos.

 

“Os fatos envolvendo o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e o julgamento.”

 

No comunicado, a governadora também reforçou que todas as medidas necessárias foram tomadas desde o início das investigações, ressaltando o compromisso de colaboração total com as autoridades competentes.

 

Durante a operação, as equipes da Polícia Federal cumpriram todas as determinações judiciais expedidas para os endereços ligados aos investigados, tanto no Distrito Federal quanto em São Paulo.

 

As ações da Operação Compliance Zero continuam, com foco em identificar e responsabilizar todos os envolvidos nos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações financeiras relacionadas às transações entre o BRB e o Banco Master.

 

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