Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovaram em segunda discussão, nesta quarta-feira, projeto de lei que determina que os recursos do Fundo Previdenciário estadual sejam aplicados exclusivamente em instituições financeiras públicas sob controle do governo federal. A proposta, elaborada por Luiz Paulo (PSD) e Guilherme Delaroli (PL), segue agora para o governador, que terá até 15 dias úteis para decidir sobre sanção ou veto.
A legislação aprovada altera as regras da Lei 3.189/99, que regula a gestão do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência, estabelecendo medidas para garantir maior proteção ao patrimônio previdenciário dos servidores públicos ativos e inativos do Estado.
De acordo com o novo texto, o direcionamento dos investimentos deve priorizar a segurança dos ativos, restringindo aplicações a instituições públicas federais. A execução dos investimentos deverá estar alinhada às diretrizes definidas pelo Conselho de Administração do Rioprevidência, para assegurar a proteção dos recursos.
O projeto também determina que o Rioprevidência terá a obrigação de divulgar, semestralmente, um relatório detalhado no site institucional, contendo informações sobre:
Além disso, caso alguma operação de investimento ultrapasse os limites ou critérios estabelecidos em regulamento, será exigido parecer técnico formal da área competente, aprovação expressa e registrada em ata pelo Conselho de Administração, bem como a divulgação resumida da operação no site da autarquia.
A medida tem como objetivo evitar a exposição dos recursos do fundo a riscos de mercado ao impedir aplicações em instituições privadas, buscando assim fortalecer a estabilidade e a segurança na administração do patrimônio destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais.
“Com essa mudança pretendemos assegurar maior estabilidade e proteção aos recursos públicos, especialmente por se tratar de valores destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões”, afirmou Delaroli.
O projeto também enfatiza a necessidade de equilíbrio entre segurança e rentabilidade, orientando a adoção de práticas que protejam o interesse público e promovam a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário do Estado do Rio de Janeiro. Segundo Luiz Paulo, a expectativa é de que a alteração contribua para reduzir riscos ligados à volatilidade do mercado e amplie a previsibilidade na gestão dos recursos previdenciários.