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Governo injeta 450 milhões de reais em crédito para o Pronaf Mais Leite

Programa irá apoiar até 40 mil famílias, ampliar a produção e financiar 300 mil embriões

27/04/2026 às 19:38
Por: Redação

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira, dia 27, na cidade de Andradina, localizada no interior de São Paulo, que irá disponibilizar 450 milhões de reais em crédito rural subsidiado para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, na modalidade Mais Leite.

 

Essa linha especial de financiamento tem como objetivo proporcionar condições para elevar a produtividade da pecuária leiteira familiar em todo o país. O recurso poderá ser utilizado para custear desde melhorias genéticas, com ênfase na transferência de embriões, até a aquisição de infraestrutura, como ordenhadeiras mecânicas e tanques de resfriamento, buscando aumentar a produção de leite por cada animal.

 

O programa prevê o financiamento de até 300 mil embriões, com a meta de elevar o volume de leite de animais que atualmente produzem entre 3 e 8 litros por dia para um patamar de 15 a 30 litros diários.

 

De acordo com o governo, cerca de 40 mil produtores familiares deverão ser beneficiados por essa medida. Esses produtores poderão adquirir matrizes de elevado valor genético, sêmen, óvulos e embriões, além de contar com serviços de inseminação artificial e fertilização in vitro (FIV). Também estão contemplados investimentos em ordenhadeiras, tanques de resfriamento, manejo, alimentação do rebanho e infraestrutura de produção.

 

Para ter acesso ao crédito, o produtor precisa estar com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo. Além disso, deve procurar uma das instituições financeiras habilitadas, que são Banco do Brasil, Sicredi, Cresol, Sicoob e Banrisul, e apresentar um projeto técnico que comprove a viabilidade do investimento desejado.

 

O programa também garante aos participantes o suporte da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que oferecerá orientação técnica aos produtores familiares.

 

Além das linhas de crédito para os produtores, foram disponibilizadas opções específicas para cooperativas da agricultura familiar, com taxa de juros anual de 3 por cento, e para as demais cooperativas de leite do Brasil, por meio do Programa Renovagro, com taxa de juros de 8,5 por cento ao ano.

 

Segundo o governo federal, atualmente existem 1,150 milhão de famílias vivendo da produção de leite no território nacional, das quais 950 mil são famílias de agricultores familiares. Conforme explicou a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a cadeia produtiva do leite é predominantemente composta por pequenas propriedades, assentamentos da reforma agrária e estabelecimentos da agricultura familiar, responsáveis por garantir a diversidade de produtos derivados do leite consumidos no país.

 

“No país são 1,150 milhão de famílias que vivem da produção de leite no Brasil. Dessas, 950 mil são famílias da agricultura familiar. O leite é uma cadeia que é constituída majoritariamente nas pequenas propriedades, nos assentamentos da reforma agrária, nas propriedades da agricultura familiar. São eles que garantem a produção de leite que se transforma na diversidade de produtos que alimenta e leva nutrição”, disse a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli.

 

Durante o evento, também foi firmado compromisso para a construção da primeira fábrica de leite em pó de cooperados no estado de São Paulo, com investimento de 15 milhões de reais. Essa iniciativa visa ampliar a produção e a renda dos produtores familiares. Adicionalmente, foram destinados 28 milhões de reais para ações de assistência técnica e extensão rural, com o intuito de fomentar a produção leiteira.

 

Dentro do Programa Terra da Gente, o governo anunciou a desapropriação de mais duas áreas: o Sítio Boa Vista, localizado em Americana, no interior paulista, e a Fazenda Caraúbas, situada em Santa Quitéria, no Ceará.

 

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante o evento, ressaltou a relevância da agroindústria e do cooperativismo como mecanismos de agregação de valor aos produtos do campo.

 

“Temos que ter a agroindústria, pegar o produto da terra e fazer manufatura. Aqui ficam duas lições sobre a importância do associativismo: quando a gente sonha sozinho é só um sonho, mas quando a gente sonha junto é o início de uma nova realidade. A outra é o cooperativismo, quanto mais abelha mais mel”, disse Alckmin.

 

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