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Lula critica ações dos EUA e classifica conflito no Oriente Médio como insensato

Presidente destaca que acordo de 2010 poderia ter evitado conflito e alerta para impactos no custo de vida

21/04/2026 às 16:55
Por: Redação

Durante visita à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o atual cenário de confrontos no Oriente Médio representa o que ele chamou de “guerra da insensatez”. Ao abordar a possibilidade de uma intensificação das hostilidades na região, Lula comentou sobre a demora na realização de uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã e atribuiu o agravamento da situação à ausência de diálogo e à insistência em demonstrações de força.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Lula relatou, em conversa com jornalistas, que o tema relativo ao urânio iraniano já foi objeto de um acordo firmado em 2010, envolvendo Brasil, Turquia e Irã, e lamentou que tal entendimento não tenha sido acolhido pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

 

Segundo o presidente, o desdobramento atual é resultado direto da recusa àquele acordo, o que elevou os custos do conflito para as populações de diversos países. Lula destacou que questões que poderiam ter sido resolvidas há mais de uma década voltam a ser discutidas no cenário internacional, com consequências econômicas e sociais para cidadãos comuns.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema.”


 

O presidente reforçou que os impactos do conflito atingem pessoas de várias origens, citando desde consumidores de produtos alimentícios, como carne, feijão e arroz, até trabalhadores como caminhoneiros, que poderão enfrentar aumento nos custos de combustíveis devido à instabilidade causada pela crise.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


 

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