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Lula anuncia fim da escala 6x1 e defende avanço histórico para trabalhadores

Projeto prevê jornada de 40 horas semanais, dois dias de folga e sem corte de salário. Novo Desenrola permitirá uso do FGTS na quitação de dívidas.

01/05/2026 às 15:11
Por: Redação

No pronunciamento realizado nesta quinta-feira (30), em alusão ao Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o envio ao Congresso Nacional do projeto que determina o fim da escala 6x1, sinalizando a medida como um avanço fundamental para os trabalhadores brasileiros.

 

A proposta apresentada prevê que a jornada semanal dos trabalhadores seja reduzida para 40 horas, passando a garantir dois dias consecutivos de descanso e mantendo a remuneração integral dos funcionários. O chefe do Executivo federal ressaltou o objetivo de alinhar o Brasil a países que adotam modelos de jornada considerados mais equilibrados, além de proporcionar melhores condições de vida, maior tempo de descanso e mais convivência familiar aos trabalhadores.

 

"A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores", afirmou Lula durante o pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.


 

O presidente acrescentou que, em sua avaliação, o fortalecimento dos direitos trabalhistas sempre foi acompanhado do crescimento econômico. Ele declarou:

 

"Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6x1 no Brasil".


 

Segundo Lula, a proposta que tramita no Congresso é uma das prioridades da atual agenda trabalhista do governo, com previsão de avanço nos debates legislativos nas próximas semanas.

 

Programa de renegociação de dívidas é anunciado

 

Durante o mesmo discurso, Lula antecipou o lançamento do Novo Desenrola Brasil, iniciativa voltada para a renegociação de dívidas da população inadimplente. O programa tem como meta oferecer descontos de até 90% para quitação de débitos e permitirá que parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seja utilizada para o pagamento dessas dívidas.

 

A reformulação da política anterior de renegociação propõe facilitar o acesso à quitação de débitos considerados de alto custo, como dívidas em cartão de crédito e cheque especial. O governo prevê que o alívio financeiro para as famílias irá repercutir positivamente na economia e que a liberação de recursos do FGTS contribuirá para esse objetivo.

 

O presidente também informou que quem aderir ao programa de renegociação ficará bloqueado por 12 meses em todas as plataformas de apostas online, popularmente conhecidas como "bets".

 

"Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando", declarou Lula.


 

Outras medidas e indicadores econômicos

 

O presidente também abordou temas como a queda nas taxas de desemprego e inflação, a extensão da licença paternidade, modificações no cálculo do imposto de renda e ampliação do auxílio para aquisição de gás de cozinha.

 

A respeito dos desafios internacionais, Lula destacou que, apesar dos conflitos no Oriente Médio, as ações do governo federal têm evitado o repasse do aumento global do preço do petróleo à população brasileira.

 

"Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras", afirmou o presidente.


 

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