Após um acordo firmado entre a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), os servidores técnicos e administrativos decidiram encerrar a greve iniciada no dia 14 de abril, que já durava dez dias. A principal reivindicação da categoria era a equiparação das gratificações concedidas aos docentes, buscando isonomia no tratamento das duas carreiras dentro da instituição.
Em resposta à paralisação, a administração universitária comprometeu-se a equiparar o valor das gratificações destinadas a servidores técnicos e administrativos e aos docentes. O repasse dos recursos, porém, ainda depende da elaboração e do envio de uma proposta estruturada para avaliação dos órgãos técnicos da Universidade. Não há, até o momento, previsão para a data de início dos pagamentos dessas gratificações.
Outro ponto definido no entendimento entre as partes foi o compromisso de formalizar o abono das horas não trabalhadas nos períodos de "pontes" de feriados e durante o recesso do fim de ano, uma pauta histórica da categoria.
Durante as negociações, houve avanços também em relação à situação dos trabalhadores terceirizados contratados pela USP. A Universidade e o sindicato comprometeram-se a buscar alternativas que garantam aos terceirizados condições de deslocamento equivalentes às dos servidores efetivos, incluindo a gratuidade no transporte dentro do campus universitário.
Apesar da decisão dos servidores, o movimento estudantil da USP mantém a paralisação iniciada em 16 de abril. Os alunos protestam contra os cortes no programa de bolsas, cobram ampliação da oferta de vagas em moradias estudantis e reclamam da falta de fornecimento de água.
Na sequência de uma reunião entre representantes dos estudantes e a reitoria, ficou agendada uma mesa de negociação para a próxima terça-feira, dia 28, visando discutir as demandas apresentadas pelo segmento discente.
A reitoria também comunicou, recentemente, a revogação de uma portaria que restringia o uso dos espaços cedidos aos centros acadêmicos, proibindo o comércio ou a sublocação nesses locais. Essa mudança foi apontada como um dos principais fatores de mobilização dos estudantes neste momento.