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Alckmin prevê diálogo e fortalecimento de laços em reunião Lula-Trump

Vice-presidente destaca importância econômica dos EUA para o Brasil e comenta programas Desenrola e acordo Mercosul-UE.

04/05/2026 às 20:51
Por: Redação

O vice-presidente Geraldo Alckmin expressou, na segunda-feira (4), em São Paulo, sua expectativa por um encontro marcado pelo diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião bilateral está agendada para ocorrer em Washington ainda esta semana.

 

Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente.

 

Alckmin enfatizou a relevância do compromisso, destacando que os Estados Unidos representam o principal investidor no Brasil. Ele explicou que, embora os norte-americanos sejam o terceiro parceiro comercial brasileiro, após a China e a União Europeia, eles ocupam a primeira posição em volume de investimentos diretos no país.

 

A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil.

 

O vice-presidente projetou que o encontro entre os líderes do Brasil e dos Estados Unidos trará benefícios mútuos, com pautas que incluem big techs e terras raras. Alckmin afirmou que o presidente Lula é um defensor do diálogo, e que a diretriz é intensificar as relações bilaterais. Ele descreveu a parceria como uma situação de "ganha-ganha", mencionando a presença de mais de 3 mil, e até quase 4 mil, empresas americanas em território brasileiro. Em sua avaliação, o período de altas tarifas foi superado, e o foco atual é consolidar a parceria e eliminar barreiras não tarifárias. Ele indicou que há potencial para negociações em áreas como tecnologias de informação, minerais estratégicos e terras raras, citando o programa Redata, que visa atrair centros de dados, como uma oportunidade para investimentos recíprocos.

 

Programa de Renegociação de Dívidas

 

Alckmin aproveitou a ocasião para falar sobre o programa Desenrola, recém-anunciado pelo presidente Lula na manhã da mesma segunda-feira. O programa se destina à população com renda de até cinco salários mínimos, oferecendo a chance de renegociar dívidas como as de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

 

O Desenrola é necessário porque vai ajudar as famílias. O desconto pode chegar a 90%. E ele vai garantir juros mais baixos, além de atender também pequenas empresas.

 

Agenda com Empresários Suecos

 

Na mesma data, o vice-presidente visitou a Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, localizada na capital paulista. Durante seu encontro com empresários, Alckmin ressaltou a importância da formalização do acordo entre os países-membros do Mercosul e os que integram a União Europeia.

 

Isso fortalece investimentos recíprocos, a integração produtiva e a complementaridade econômica.

 

Uma pesquisa recente, a Business Climate Survey 2026, divulgada pela própria Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, revelou dados relevantes. Sessenta e três por cento das empresas suecas operando no Brasil têm a expectativa de elevar seu abastecimento vindo da Europa, impulsionadas pelo acordo Mercosul-União Europeia. Adicionalmente, quarenta e nove por cento dessas companhias antecipam a expansão das exportações do Brasil para o mercado europeu.

 

O levantamento, conduzido com sessenta empresas suecas entre 30 de janeiro e 6 de março deste ano, indicou que setenta e três por cento delas registraram lucros no Brasil em 2025. A Câmara classificou esse resultado como “expressivo”, considerando o cenário de desaceleração econômica e taxas de juros elevadas.

 

A pesquisa também apontou que quarenta e seis por cento das empresas suecas planejam ampliar seus investimentos no Brasil nos próximos doze meses.

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