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Butantan inicia produção nacional da vacina Butantan-Chik

Autorização da Anvisa permite fabricação no Brasil e inclusão no SUS, com potencial de menor custo

04/05/2026 às 21:53
Por: Redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, nesta segunda-feira (4), a autorização para que o Instituto Butantan inicie a fabricação da vacina contra a chikungunya, denominada Butantan-Chik. Esta decisão marca a oficialização do Butantan como o local de produção do imunizante, responsável pela formulação e envase em território nacional.

 

Com a permissão, o imunizante agora pode ser integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS), sendo indicado para a população na faixa etária de 18 a 59 anos que esteja exposta ao vírus da chikungunya.

 

A vacina já havia sido aprovada pela agência reguladora em abril de 2025, contudo, a produção era realizada nas fábricas da farmacêutica franco-austríaca Valneva. O governo do Estado de São Paulo garantiu que a fabricação no Brasil manterá os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia. O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, ressaltou a importância da iniciativa pública na produção.

 

Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança.

Os testes clínicos da vacina contaram com a participação de, pelo menos, 4 mil voluntários com idades entre 18 e 65 anos nos Estados Unidos. Os resultados desses estudos, publicados em 2023 na revista científica *The Lancet*, demonstraram que 98,9% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes contra a doença.

 

O perfil de segurança do imunizante foi considerado bom, com a vacina sendo bem tolerada e apresentando eventos adversos de intensidade leve a moderada. As reações mais frequentemente relatadas incluíram dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

 

A aplicação da vacina no SUS teve início em fevereiro de 2026, através de uma estratégia piloto implementada pelo Ministério da Saúde em municípios que registram alta incidência da doença. Além do Brasil, a vacina contra a chikungunya já possui aprovação em países como Canadá, na Europa e no Reino Unido.

 

Entenda a Chikungunya

 

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito *Aedes aegypti*, o mesmo vetor responsável pela propagação da dengue e do Zika vírus.

 

Os sintomas típicos da enfermidade incluem febre de início súbito, com temperaturas acima de 38,5 graus Celsius, e dores intensas nas articulações, especialmente em pés e mãos, como dedos, tornozelos e punhos. Outros sinais comuns são dor de cabeça, dor muscular e o surgimento de manchas vermelhas na pele.

 

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em 2025, foram registrados 500 mil casos de chikungunya globalmente. No Brasil, o Ministério da Saúde notificou mais de 127 mil ocorrências e 125 óbitos decorrentes da doença.

 

Uma das complicações da chikungunya é a dor crônica nas articulações, que pode persistir por meses ou até anos, afetando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

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