Os deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) elegeram Roberto Cidade (União Brasil) como o novo governador do estado em votação indireta realizada nesta segunda-feira, 4 de abril. O atual presidente da casa, que já exercia o cargo de governador interino, recebeu apoio unânime dos parlamentares.
A escolha de Cidade foi confirmada com 24 votos favoráveis, representando a totalidade dos deputados presentes. Juntamente com ele, o vice-governador eleito foi Serafim Corrêa (PSB), também escolhido por via indireta. A cerimônia de posse para ambos está prevista para ocorrer ainda na tarde de hoje, nas dependências da Aleam.
O mandato de Roberto Cidade na chefia do Executivo estadual será definitivo e se estenderá até 5 de janeiro de 2027. Em manifestação divulgada por meio de uma rede social, o recém-eleito governador expressou seu sentimento de honra diante da missão de comandar o Amazonas.
Cidade enfatizou que sua gestão, agora em caráter definitivo, permitirá uma contribuição ainda mais significativa para promover os avanços que a população amazonense tanto aguarda. Ele compartilhou sua satisfação e senso de dever.
“Assumo esse compromisso ciente da responsabilidade e com o coração cheio de alegria por poder ajudar a construir um Amazonas mais próspero.”
O governador recém-eleito finalizou sua mensagem agradecendo a confiança depositada e assegurando sua total dedicação à sua terra natal, onde, segundo ele, nasceu, cresceu e escolheu viver por toda a vida.
O pleito indireto para a escolha do governador do Amazonas teve inicialmente cinco chapas registradas para a disputa. A metodologia de votação empregada foi aberta e nominal, com cada deputado proferindo seu voto em plenário, seguindo uma ordem alfabética pré-estabelecida.
As candidaturas apresentadas foram as seguintes:
Contudo, no decorrer da sessão, os requerimentos de inscrição de quatro das chapas concorrentes foram indeferidos. Dessa forma, a única chapa que permaneceu apta a disputar a eleição foi a composta por Roberto Cidade e Serafim Corrêa.
Esta marca a primeira vez na história do Amazonas que a eleição para os cargos de governador e vice-governador ocorre de forma indireta. O processo foi desencadeado pela renúncia do então governador Wilson Lima (União) e de seu vice, Tadeu de Souza (Progressistas).
As renúncias de Lima e Souza foram protocoladas em 5 de abril, visando possibilitar que ambos se candidatassem a outras posições eletivas nas eleições gerais programadas para outubro deste ano. A saída oficial de Wilson Lima do cargo foi efetivada às 23h do dia 5 de abril, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para aqueles que almejam concorrer a novos cargos.
A Constituição estadual estabelece que, em situações de vacância dos cargos do Executivo que ocorram nos dois últimos anos do respectivo mandato, a sucessão deve ser realizada por meio de uma eleição indireta, conduzida pelo Poder Legislativo local.