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Brasil registra menor ritmo de crescimento populacional e elevação da idade média

Taxa de crescimento populacional permanece abaixo de 0,60% desde 2021; idosos já são 16,6% da população.

17/04/2026 às 16:37
Por: Redação

A dinâmica populacional no território brasileiro evidencia uma tendência de desaceleração no aumento do número de habitantes e um progressivo envelhecimento da sociedade, conforme demonstrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) referente ao ano de 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

No ano de 2025, o total de residentes no país atingiu 212,7 milhões de pessoas, o que representa um acréscimo de 0,39% em relação ao registrado em 2024. Esse percentual de crescimento permanece abaixo de 0,60% desde 2021. Entre a população total, as mulheres corresponderam a 51,2% e os homens a 48,8%.

 

Analisando a distribuição por faixa etária, a pesquisa aponta para uma diminuição contínua da proporção de habitantes com menos de 40 anos. O contingente desta faixa etária apresentou uma retração de 6,1% entre 2012 e 2025. Em contrapartida, aumentou a participação dos grupos com idades superiores: pessoas de 40 a 49 anos passaram de 13% para 15%, aquelas entre 50 e 59 anos saltaram de 10% para 11,8%, ao passo que o grupo de 60 anos ou mais cresceu de 11,3% para 16,6%.

 

A pirâmide etária nacional também se transformou, tendo sua base — formada pela população de até 39 anos — se estreitado, enquanto o topo, que representa as faixas etárias mais elevadas, se alargou no período de 2012 a 2025.

 

No que diz respeito às diferenças regionais, Norte e Nordeste concentram os maiores índices de jovens: 22,6% e 19,1% dos habitantes destas regiões, respectivamente, possuem até 13 anos de idade. Já nas regiões Sudeste e Sul, verifica-se maior concentração de idosos, com ambos os territórios registrando 18,1% de sua população composta por pessoas de 60 anos ou mais.

 

As declarações de cor ou raça também apresentaram alterações ao longo dos anos. O número de pessoas que se autodeclaram brancas diminuiu em todas as regiões, passando de 46,4% da população em 2012 para 42,6% em 2025. Em paralelo, aqueles que se identificam como pretos aumentaram de 7,4% para 10,4%. A Região Norte registrou a maior elevação proporcional de pessoas pretas, que saltou de 8,7% para 12,9%. No Sul, destacou-se o crescimento da população parda, de 16,7% para 22%, e a maior queda no percentual de autodeclarados brancos, que recuou de 78,8% para 72,3%.

 

Novos arranjos domiciliares e características habitacionais

O percentual de domicílios unipessoais — ou seja, ocupados por apenas uma pessoa — atingiu 19,7% em 2025, crescimento expressivo frente aos 12,2% verificados em 2012. Apesar do aumento, o modelo predominante continua sendo o arranjo nuclear, que envolve pelo menos um casal, mãe com filhos ou pai com filhos, presente em 65,6% dos domicílios. Esse percentual, no entanto, caiu em relação a 2012, quando representava 68,4% dos arranjos familiares.

 

Ao segmentar os domicílios unipessoais por gênero e idade, constata-se que entre os homens, 56,6% dos que vivem sozinhos têm idades entre 30 e 59 anos. No caso das mulheres, 56,5% das que moram sozinhas têm 60 anos ou mais.

 

O acesso à moradia própria também apresentou mudanças: imóveis alugados passaram a representar 23,8% do total, um avanço de 5,4 pontos percentuais desde 2016. Por outro lado, a proporção de domicílios próprios e quitados caiu para 60,2%, o que significa uma redução de 6,6 pontos percentuais no mesmo intervalo. Em relação ao tipo de habitação, as casas ainda são maioria, mas perderam espaço, respondendo por 82,7% das moradias. Os apartamentos agora representam 17,1% do total.

 

Infraestrutura domiciliar e acesso a serviços

Os dados apresentados pela Pnad revelam avanços em infraestrutura, ao mesmo tempo em que destacam disparidades regionais persistentes. O abastecimento de água por rede geral alcançou 86,1% dos domicílios brasileiros, chegando a 93,1% nas áreas urbanas, porém limitado a 31,7% nas regiões rurais. O Norte apresenta o menor índice de acesso à rede, com 60,9%, e um contingente significativo de residências que utilizam poços profundos ou artesianos, totalizando 22,8%. No Sudeste, 92,4% das casas são atendidas pela rede geral de água.

 

Em relação ao saneamento, 71,4% dos domicílios contam com rede geral ou fossa ligada à rede. No entanto, somente 30,6% dos imóveis da Região Norte possuem esse tipo de acesso, prevalecendo sistemas mais precários de esgotamento em 39,3% das moradias locais. No Sudeste, 90,7% dos domicílios têm acesso à rede de esgoto ou a fossa séptica conectada à rede.

 

A coleta de resíduos sólidos por serviços de limpeza direta chegou a 86,9% dos domicílios em todo o país, representando um aumento de 4,2 pontos percentuais desde 2016. Norte e Nordeste mantêm os menores percentuais de coleta direta, ambos com 79,3%, além dos maiores índices de descarte por queima nas próprias propriedades, com 14,5% e 13%, respectivamente.

 

O acesso à energia elétrica está próximo de ser universalizado, restando 2,7% dos domicílios rurais sem ligação à rede. Em áreas urbanas, esse indicador cai para 0,5%. A zona rural do Norte registra os piores resultados, com 15,1% dos domicílios ainda sem acesso à eletricidade fornecida pela rede geral.

 

O levantamento também demonstra maior presença de bens duráveis nos lares brasileiros. Em 2025, 98,4% das residências possuíam geladeira e 72,1% eram equipadas com máquina de lavar. Em 2016, esses percentuais eram de 98,1% e 63%, respectivamente. Já os veículos automotivos se fazem presentes em 49,1% dos domicílios, enquanto motocicletas estão em 26,2% das residências do país.

 

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