O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a responsabilidade do Ministério da Fazenda é garantir a estabilidade fiscal do Brasil e declarou que o país segue uma trajetória positiva, com estimativa de superávit tanto para este ano quanto para o próximo. Segundo Durigan, "estamos projetando superávit neste ano e no próximo".
Durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, Durigan ressaltou que a primeira etapa do orçamento para 2027 já foi enviada, referindo-se à Lei de Diretrizes Orçamentárias, e destacou que essa previsão já sinaliza superávit de 0,5% para o próximo ano. O ministro pontuou que a intenção é manter esse direcionamento ao longo dos próximos anos.
Ao comparar os cenários de 2026, último ano do atual mandato presidencial, e 2022, final da gestão anterior, Dario Durigan comentou que "2026 será diferente de 2022. Em 22 também tinha guerra, tinha problemas. O que foi feito em 2022 foi meter os pés pelas mãos. Tomou-se dinheiro dos governadores na mão grande, houve calote em precatórios e as pessoas pararam de receber".
O ministro explicou que, apesar do superávit ter sido registrado em 2022, esse resultado se deu devido ao adiamento de vários problemas para os anos seguintes. Ele recordou que, em 2023, o então ministro Fernando Haddad efetuou o pagamento de quase 30 bilhões de reais aos governadores, quitou precatórios, realizou a reforma tributária e organizou as contas públicas. Durigan enfatizou que o objetivo da equipe econômica é promover um 2026 com estabilidade para a economia brasileira.
Dario Durigan alertou para a existência de risco em relação ao abastecimento de combustíveis neste ano, o que pode afetar tanto o escoamento da safra agrícola quanto o trabalho dos caminhoneiros. Ele reforçou que o governo está tomando medidas para assegurar o fornecimento regular desses produtos no país.
“Estamos cuidando para manter o abastecimento firme no país"
O ministro revelou que, atendendo a solicitação do presidente, conversou com todos os governadores e afirmou que as soluções adotadas não serão as mesmas que foram implementadas em 2022. Sobre a divisão de custos referentes à importação do diesel, Durigan declarou que a proposta foi aceita por todos, exceto por um estado.
"Se tem um problema com todo mundo, vamos dividir a conta, especificamente da importação do diesel. Estamos dividindo a conta e mesmo os [governadores] da oposição toparam, exceto um”.
O único estado que optou por não aderir ao acordo foi Rondônia, pois o governo local decidiu não reduzir o ICMS, imposto estadual incidente sobre o diesel.
Durigan esclareceu que o governo federal isentou o diesel e, para garantir tratamento igualitário, também retirou o tributo do biodiesel. Além disso, está sendo apresentada ao Congresso Nacional a proposta de retirar, ainda que de forma parcial, o tributo que incide sobre a gasolina e o etanol.