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Produtividade deve viabilizar redução de jornada sem cortes salariais, afirma ministro

Ministro aponta que avanços tecnológicos permitem discutir redução da escala 6x1 sem prejuízos aos rendimentos

07/05/2026 às 00:15
Por: Redação

No programa Bom Dia, Ministro, transmitido nesta quarta-feira, dia 6, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a incorporação de novas tecnologias e o consequente aumento da produtividade no mercado de trabalho podem possibilitar a diminuição da escala de seis dias trabalhados por um de descanso sem que haja qualquer redução nos salários dos trabalhadores.

 

Durante a entrevista, Durigan explicou que as transformações recentes no ambiente de trabalho, impulsionadas por avanços digitais e na comunicação, resultaram em ganhos de produção consideráveis. Segundo ele, tais mudanças estruturais permitem discutir a adoção de jornadas menos extenuantes sem prejuízo ao rendimento dos profissionais.

 

“O mundo avançou. As pessoas estão mais produtivas e há ganhos digitais, de comunicação. É preciso reconhecer isso e não passar a conta para a população”, argumentou o ministro ao reafirmar o compromisso do governo com a defesa dos interesses dos trabalhadores, de forma a garantir que a redução da escala não venha acompanhada de reduções salariais."


 

Durigan enfatizou que o governo fará questão de incluir em qualquer proposta aprovada pelo Congresso a garantia de que os salários não sofrerão cortes. Ele destacou: “Vamos fazer questão de incluir, em qualquer medida que seja aprovada no Congresso, a proteção à não redução de salário. Não vai haver redução de salário”.

 

O ministro também lembrou que cerca de 30% da força de trabalho brasileira está submetida a jornadas de seis dias por semana, sendo que a maior parte desses trabalhadores recebe até dois salários mínimos. Ele detalhou que 80% desses profissionais pertencem à faixa de menor renda, enquanto apenas aqueles com rendimentos mais altos já dispõem de escalas de trabalho mais favoráveis.

 

“Estamos falando de 80% que ganham até dois salários mínimos. É o trabalhador de mais baixa renda. Quem tem mais alta renda está conseguindo escalas mais razoáveis. A ideia é reconhecer o ganho de produtividade e fazer com que a gente transecione de uma realidade em que a pessoa tem um dia para descansar, para dois dias de descanso”, argumentou.


 

Durigan ressaltou ainda que o compromisso do governo é não transferir eventuais custos desse processo para os trabalhadores, reafirmando que a ampliação do tempo de descanso semanal poderá ser implementada justamente graças ao aumento da produtividade proporcionado pelas inovações tecnológicas no ambiente laboral.

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