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Brasileira e filho de 11 anos morrem em ataque israelense no sul do Líbano

Duas vítimas brasileiras estavam em casa durante bombardeio; Itamaraty confirma óbitos e presta assistência consular à família

28/04/2026 às 11:02
Por: Redação

Uma mulher brasileira e seu filho, também brasileiro, de 11 anos de idade, perderam a vida após bombardeios realizados pelas forças armadas de Israel no domingo, dia 26, enquanto estavam em sua residência na cidade de Bint Jeil, localizada no sul do Líbano.

 

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, confirmou o falecimento das vítimas na noite da segunda-feira, dia 27.

 

Além da mãe e do filho brasileiros, o pai do menino, que era natural do Líbano, também morreu em decorrência do ataque. Outro filho do casal, também detentor da nacionalidade brasileira, foi encaminhado para um hospital, sendo atendido em virtude dos ferimentos causados pelos mesmos bombardeios.

 

De acordo com informações do Itamaraty, a Embaixada do Brasil situada em Beirute mantém contato com os familiares das vítimas, de modo a oferecer todo o suporte consular necessário, inclusive ao filho que permanece hospitalizado.

 

Posicionamento oficial do governo brasileiro

 

O Itamaraty avaliou que esse episódio representa mais uma das reincidentes violações consideradas inaceitáveis ao cessar-fogo que havia sido anunciado em 16 de abril para a região situada entre Líbano e Israel.

 

No comunicado divulgado pela diplomacia brasileira, foi pontuado que violações ao cessar-fogo já ocasionaram o falecimento de dezenas de civis libaneses, entre eles mulheres e crianças. O texto também destacou que uma jornalista e dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) morreram em situações relacionadas aos conflitos recentes.

 

O governo do Brasil manifestou condolências às famílias das vítimas e reiterou sua firme condenação a todas as ações ofensivas que tenham ocorrido durante o período de vigência do cessar-fogo, tanto aquelas atribuídas às forças militares de Israel quanto as perpetradas pelo grupo Hezbollah.

 

A nota oficial também explicitou repúdio às demolições de casas e demais edificações civis na região sul do Líbano, atribuídas às operações das forças israelenses.

 

O governo brasileiro demandou o cumprimento da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os parâmetros para o cessar-fogo na área desde 2006, e defendeu a retirada completa das tropas israelenses do território libanês.

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