A administração federal reconheceu oficialmente o estado de emergência em Belém, no Pará, como resposta às chuvas intensas que atingiram a cidade no último fim de semana. O fenômeno provocou alagamentos em diversos bairros, afetando cerca de 42 mil moradores segundo informações da prefeitura. Trata-se do episódio de maior intensidade pluviométrica registrado na cidade nos últimos dez anos.
A Portaria n° 1.299, publicada no Diário Oficial da União em 21 de abril, estende o reconhecimento de emergência ao município de Ananindeua, localizado na região metropolitana da capital paraense. A partir deste reconhecimento formal, tanto Belém quanto Ananindeua podem requisitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para adotar medidas de defesa civil.
Em menos de 24 horas, o volume de chuva superou 150 milímetros, sendo classificado como extremo pelos órgãos competentes. O transbordamento de rios provocou o alagamento de vários bairros, resultando na perda de móveis e na inundação de residências de numerosas famílias.
Equipes locais organizaram uma força-tarefa para atuar na resposta emergencial, realizando a distribuição de cestas básicas e kits de higiene aos atingidos. Os assistentes sociais da prefeitura realizam o cadastro das famílias afetadas, para viabilizar a concessão de benefícios emergenciais. Outra ação prioritária consiste na prevenção de alagamentos futuros, com a limpeza do Canal do Mata Fome, que estava obstruído por um lixão irregular e comprometia o escoamento das águas pluviais.
Além do reconhecimento da emergência, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao MIDR, enviou uma equipe técnica ao estado do Pará. Esses profissionais atuam em conjunto com as prefeituras e defesas civis municipais para viabilizar as etapas pós-desastre, incluindo a elaboração de planos de trabalho específicos.
“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.
Segundo o secretário, a próxima etapa irá focar nos planos para o restabelecimento das áreas impactadas.
“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.
A equipe destaca que todas as ações contam com a colaboração de órgãos municipais, estaduais e federais, e que o suporte humanitário será reforçado conforme o levantamento dos prejuízos e das necessidades identificadas junto à população atingida.
Informações adicionais foram obtidas por meio do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.