No encerramento desta terça-feira, o dólar comercial foi cotado a 4,912 reais para venda, apresentando queda de 0,056 real, o que representa recuo de 1,12%. O valor alcançado é o mais baixo registrado desde 26 de janeiro de 2024. Durante a sessão, a cotação seguiu trajetória de queda e, por volta das 15h30, chegou a atingir 4,90 reais.
Ao longo de 2026, a moeda dos Estados Unidos acumulou desvalorização de 10,51% em relação ao real. O movimento observado nesta sessão decorre de uma tendência global de busca por ativos considerados mais arriscados, o que favoreceu moedas de mercados emergentes, mesmo diante do cenário de tensão persistente no Oriente Médio.
Apesar dos episódios recentes de instabilidade na região do Golfo, a manutenção de um cessar-fogo parcial envolvendo Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir o sentimento de aversão ao risco entre os investidores.
No contexto doméstico, a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central demonstrou preocupação com os efeitos inflacionários provenientes do ambiente internacional. O documento reforçou a perspectiva de manutenção de juros elevados por um período mais prolongado, o que tende a sustentar a entrada de recursos estrangeiros no país e, consequentemente, exercer pressão de baixa sobre o dólar.
O índice Ibovespa, principal indicador do mercado de ações brasileiro, apresentou elevação de 0,62%, fechando o dia com 186.753 pontos. O desempenho positivo refletiu tanto o cenário internacional quanto os recentes ajustes na política monetária doméstica.
Na última reunião do Copom, houve redução da taxa Selic para 14,50% ao ano, o que também influenciou o comportamento dos investidores na bolsa de valores.
Em âmbito internacional, o índice S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, avançou 0,81%, acompanhando a tendência de otimismo observada nos principais mercados globais.
Os contratos de petróleo fecharam o dia em queda, influenciados por indícios de permanência do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, apesar do clima de tensão persistente na região do Golfo.
O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, encerrou o pregão cotado a 109,87 dólares, com recuo de 3,99%. Já o barril WTI, produzido no Texas, apresentou baixa de 3,90%, fechando a 102,27 dólares.
Ainda que tenham apresentado queda, os preços do petróleo permaneceram acima de 100 dólares por barril, evidenciando a continuidade das incertezas no Oriente Médio, especialmente quanto ao controle do Estreito de Ormuz, considerado rota estratégica para o transporte global da commodity.
Com informações da Reuters