A violência contra a mulher atingiu patamares preocupantes no estado de São Paulo, conforme dados recentes da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Os registros de feminicídio apresentaram um aumento expressivo nos primeiros três meses do ano, acompanhado por uma escalada nas violações de medidas protetivas de urgência e nos casos de agressão física contra mulheres.
Somente no mês de março, período em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, foram contabilizadas 30 vítimas de feminicídio em território paulista. Este número representa o maior patamar já registrado para o mês na série histórica e indica um crescimento de 57,9% em comparação com março do ano anterior, quando 19 mulheres foram vítimas desse crime hediondo.
No balanço geral do primeiro trimestre deste ano, um total de 86 mulheres foram assassinadas por feminicídio no estado. Essa marca representa um incremento de 41% em relação ao mesmo período de 2025, quando as estatísticas apontaram 61 vítimas dessa modalidade criminosa. As informações detalhadas estão disponíveis no portal oficial da SSP.
Além do aumento nos feminicídios, as ocorrências de descumprimento de medidas protetivas de urgência, destinadas a resguardar mulheres em situação de violência doméstica, também dispararam. Entre janeiro e março deste ano, foram registrados 3.020 casos de desobediência a essas determinações judiciais, o que corresponde a uma alta de 31,9% na comparação com o trimestre equivalente do ano passado.
As agressões físicas contra mulheres também seguiram a tendência de elevação em São Paulo. As estatísticas criminais da SSP revelam que 19.249 casos de lesão corporal dolosa foram notificados contra o público feminino no trimestre. Este volume representa um crescimento de 7,4% em relação aos 17.926 registros computados no primeiro trimestre de 2025.