A Prefeitura de Belo Horizonte receberá um financiamento de 500 milhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para executar projetos voltados à prevenção de enchentes e adaptação às mudanças climáticas.
A iniciativa está inserida no Plano de Investimentos em Resiliência e Adaptação Climática do município, integrando também o programa BH Resiliente, denominado Projeto Transformador Cidade Jardim.
Conforme detalhou o BNDES, as intervenções previstas têm como meta a diminuição dos riscos de alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis, a ampliação de espaços verdes, a recuperação de recursos hídricos e o fortalecimento das capacidades de adaptação da capital mineira diante de fenômenos climáticos extremos.
O financiamento será composto por duas fontes principais: 480 milhões de reais provenientes do Fundo Clima e 20 milhões de reais do BNDES Invest Impacto. Este último é um programa dedicado a apoiar investimentos públicos que visem à redução de vulnerabilidades socioeconômicas, além da adaptação e mitigação dos impactos das mudanças do clima.
Durante o anúncio, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a relevância do aporte para o programa da prefeitura:
“São 500 milhões de reais que estamos financiando só para o BH Resiliente, que é um projeto muito bem concebido: é uma mudança de percepção da cidade que dialoga com o aquecimento global e com os extremos climáticos”.
Entre as obras previstas, estão incluídas a implantação de uma bacia de detenção no Parque Calafate, destinada ao controle de cheias; a criação de novos parques; a remoção de concreto para permitir a infiltração de águas pluviais; a construção de jardins de chuva no centro da cidade; a contenção de encostas em áreas suscetíveis a deslizamentos; a revegetação de taludes; o estabelecimento de unidades de conservação ambiental; e a revitalização de rios, nascentes e brejos urbanos.
Belo Horizonte, atualmente, conta com aproximadamente 2,3 milhões de habitantes, dos quais cerca de 389 mil residem em áreas classificadas como de risco e 307 mil vivem em favelas.