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Violência no trabalho atinge quase mil médicos no RJ desde 2018

Estado do RJ registra 987 agressões a profissionais da medicina em unidades públicas e privadas desde 2018

06/05/2026 às 01:05
Por: Redação

Dados referentes ao período entre 2018 e 2025 indicam que 987 médicos foram vítimas de agressão durante o exercício da profissão no estado do Rio de Janeiro. Do total de ocorrências, 717 aconteceram em instituições públicas e 270 em estabelecimentos privados de saúde.

 

O levantamento revela que as agressões verbais são o tipo mais frequente, somando 459 registros ao longo do período analisado. Em seguida, aparecem os casos de assédio moral, contabilizando 208 notificações, enquanto 89 profissionais relataram ter sofrido agressão física no ambiente de trabalho.

 

Outro aspecto apontado pelos dados é o perfil das vítimas, com predominância de mulheres entre os médicos agredidos no exercício da profissão, chamando atenção para a vulnerabilidade desse grupo dentro das unidades de saúde.

 

O tema da segurança dos médicos em ambientes hospitalares e unidades de saúde foi o principal foco de uma reunião realizada na terça-feira, dia 5, promovida pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

Durante o encontro, o presidente do Cremerj, Antônio Braga Neto, afirmou que o cenário evidenciado pelas estatísticas demanda providências imediatas.

 

“Esses dados mostram uma realidade grave, que não pode mais ser tolerada. Estamos falando de profissionais que estão na linha de frente, cuidando da população, e que precisam ter garantidas condições mínimas de segurança para exercer sua função”, destacou.

 

Antônio Braga Neto também enfatizou a gravidade dos episódios de agressão física contra médicas durante o expediente nas unidades de saúde.

 

“É absolutamente inaceitável que médicas sejam vítimas de violência física dentro de unidades de saúde. Trata-se de uma situação extrema, que evidencia o nível de vulnerabilidade a que esses profissionais estão expostos e reforça a urgência de medidas efetivas de proteção”, afirmou.

 

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